Dicas para Estratégia das Marcas

A estratégia e o efeito borboleta

Em 1960 o meteorologista americano Edward Lorenz descobriu, quase que por acaso, que uma pequena alteração no que quer que seja pode acarretar em consequências caóticas. Ao testar um programa de computador que simulava massas de ar, Lorenz identificou que a mudança quase insignificante de casas decimais do cálculo das massas levava a resultados substanciais.

Segundo suas palavras era como se “uma borboleta batesse asas no Brasil e isso causasse, um tempo depois, um tornado no Texas”, o que ficou conhecido como “efeito borboleta”.

Isso levou a uma das leis mais importantes do universo: a Teoria do Caos. Segundo ela, qualquer pequena mudança no início de um evento pode desencadear consequências enormes e imprevisíveis no futuro. Ou seja, qualquer pequena decisão tomada agora pode acarretar em um cenário completamente diferente no futuro.

Às vezes me incomoda a forma como profissionais de marketing tomam decisões estratégicas sem nem ao menos avaliar com critério o contexto em que a marca está inserida. Decisões que acarretarão em esforços significativos para as marcas e levarão a resultados relevantes são tomadas quase que por instinto, feeling. É claro que os profissionais mais seniores já passaram por muita coisa e conseguem pular várias etapas no processo de tomada de decisão, mas o efeito borboleta para a marca tende a ser devastador. São produtos lançados, mercados abertos, públicos-alvo escolhidos, posicionamentos de marca sem uma avaliação criteriosa. Sabemos que velocidade é fundamental em nosso mercado, mas é preciso considerar que pequenas decisões poderão ter impactos enormes.

A palavra estratégia vem do grego strategos e significa a ciência de ser um general. Estratégia surgiu como a função para as forças militares derrotarem o inimigo. Apesar de hoje ter assumido um sentido mais mercadológico, mantém em sua essência a competitividade, contribuindo para as marcas de destacarem dos concorrentes. A decisão por uma estratégia deve ser feita com critério e considerar se a empresa consegue sustenta-la. Uma estratégia brilhante pode ser arruinada se a implementação for ineficiente. Por isso, a tomada de decisão deve estar bem embasada e considerar as consequências para a marca.

É claro que não é possível prever todas as consequências e que as estratégias podem, e devem, ser revistas a qualquer momento. Mas o desenho de uma estratégia forte e consistente deve ser feita com embasamento e informações. Do contrário, o delicado bater de asas de uma borboleta pode causar consequências arrasadoras para a marca.

 

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