Dicas para Estratégia das Marcas

Como a NLPD vai conviver com a Inteligência Artificial?

A Inteligência Artificial ganhou os holofotes nos últimos anos. A tecnologia que permite fazer entregas altamente customizadas para o consumidor tem em sua essência uma matéria prima abundante: os dados. Mas, ela não contava com uma barreira: a Nova Lei de Proteção de Dados.

A IA veio para tornar os processos muito mais rápidos e mais assertivos. Decisões de negócios podem ser tomadas de forma fácil após a avaliação de uma quantidade substancial de informações. Oferecer o produto certo, na hora certa, para a pessoa certa. Tomar decisões pelo consumidor. É a tecnologia trabalhando a favor do marketing. Parecia que tudo ia muito bem, mas aí surgiu a tal da GDPR, ou Lei Geral de Proteção de Dados, que entrou em vigor na União Europeia em 2018. Na versão tupiniquim temos a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. A lei foi sancionada no final de 2018 e as empresas tem 18 meses para se adaptar, começando a ser válida em fevereiro de 2020.

Mas o que diz a lei? Basicamente, a lei brasileira é uma adaptação da lei europeia e vem para impedir que os dados dos consumidores sejam usados sem autorização. A lei traz outras recomendações como proteger os dados dos usuários com sistemas de segurança, garantir que o usuário tenha fácil acesso às informações mantidas pela empresa e possa manipular e deletar esses dados, além de certificar que as informações não sejam usadas por ninguém mais, como parceiros da empresa.

Então, de um lado temos a nova lei que exige que o consumidor dê autorização sobre o uso dos seus dados e que somente aqueles que são imprescindíveis sejam coletados. Do outro lado temos a tecnologia, que garante entregas mais assertivas quanto mais dados estiverem disponíveis.

A IA não vem apenas para impactar o consumidor com comunicação mais eficiente, mas traz a possibilidade de tomar decisões por ele. Aí levanta-se a questão: como a nova lei e a inteligência artificial vão conviver para garantir a privacidade dos dados e ao mesmo tempo a tomada de decisões mais inteligentes? O mercado ainda está se adaptando a esse novo cenário, o que torna as previsões um pouco nebulosas. Mas os especialistas apontam dois fatores que podem ajudar: manter o sigilo dos dados do usuário e treinar a máquina para usar apenas dados autorizados.

Com a abundância de dados disponíveis a tentação de usá-los de forma indiscriminada é grande. Mas os consumidores estão cada vez mais atentos a sua privacidade e se sentem incomodados com abordagens invasivas. Por outro lado, também estão mais exigentes com relação a serviços personalizados. Enquanto o mercado aprende a brincar nessa gangorra uma coisa é certa, o consumidor aceita disponibilizar seus dados desde que isso resulte numa experiência mais relevante.

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