Dicas para Estratégia das Marcas

Como produzir ideias

A geração de ideias é comumente atribuída aos criativos nas agências. Muitas vezes, o restante da equipe se isenta da responsabilidade de gerar ideias por elas não fazerem parte do seu escopo de trabalho ou ainda porque subestimam sua capacidade criativa ou de resolver problemas. Porém, raras vezes vi um criativo sozinho apresentar soluções tão boas quanto aquelas feitas por equipes multidisciplinares.

A diversidade das capacitações pode levar a ideias inovadoras e inusitadas. Por isso, a técnica de brainstorm é uma ferramenta poderosa para a geração de soluções. Muito usada em nossa área, essa técnica pode ser aplicada em qualquer projeto que aceite uma grande diversidade de respostas.

Mas mesmo para um processo em que a fluidez é fundamental é necessário se estabelecer algumas regras. A técnica de brainstorm foi apresentada pela primeira vez por Alex Osborn, um publicitário americano, em seu livro “Applied Imagination: principles and procedures of creative problem-solving”. Depois dele, muitos outros especialistas vêm estudando o assunto e sugerindo melhorias. Mas todos concordam com a estrutura básica de condução dessa técnica:

1. Determinação do problema: esse é o primeiro passo para o sucesso do brainstorm. É fundamental que todos os participantes entendam claramente o problema a ser solucionado. E ele deve ser específico para que não sejam geradas ideias muito genéricas.

2. Geração de ideias: essa pode ser a etapa mais difícil simplesmente porque os participantes têm dificuldade em deixar o julgamento de lado. Aqui, o que vale é a quantidade e não a qualidade das ideias. Todas as ideias têm igual potencial e quanto mais ideias geradas maior a possibilidade de se encontrar uma boa. Além disso, uma ideia leva a outra, pois a técnica de brainstorm tira vantagem de associações.
Alguns especialistas com estudos mais recentes sobre a técnica sugerem que os participantes tragam suas próprias ideias antes de começar a rodada. Dessa forma, não se sentem influenciados pelas soluções dos demais. Além disso, algum participante pode focar exclusivamente em um objetivo, tirando a oportunidade do grupo pensar em respostas com focos diferentes.

3. Avaliação: nessa etapa as ideias apresentadas anteriormente são analisadas com critério, levantando-se os prós e contras. Sabe aquela frase “o diabo mora nos detalhes”? Pois é, a avaliação criteriosa da ideia é fundamental para entender se ela é forte o suficiente. No geral, ao pensar nos detalhes se encontram as falhas da ideia. Isso não quer dizer que ela deva ser descartada, mas sim que precisa ser melhorada. Recomenda-se também que essa fase seja conduzida por um grupo diferente do que deu as ideias, a fim de garantir a imparcialidade da avaliação. Além disso, deve-se evitar fazer referência a quem apresentou a solução para que ela seja avaliada com imparcialidade.

4. Decisão: essa é a última fase. É nela que o grupo decide pela melhor ideia. Depois da avaliação criteriosa essa etapa acontece quase que naturalmente, já que está claro nas etapas anteriores as fortalezas de cada solução apresentada.

Além de seguir esse formato, mudar de ambiente pode ser uma boa alternativa para que os participantes se destravem do cenário habitual e tragam novas ideias. Convidar participantes com o mesmo nível hierárquico também pode ser uma boa escolha, já que algumas pessoas podem se sentir bloqueadas na frente dos seus gestores e não conseguir explorar ao máximo suas potencialidades.

E para finalizar, vale lembrar que as ideias estão em qualquer lugar e a inspiração pode vir da onde menos se espera. Assista esse vídeo bacana sobre como nascem as ideias.

Designed by Freepik

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Inbound Marketing parte 2: como planejar os principais passos

O último texto abordou as etapas do funil de vendas e como a marca deve atuar em cada passo da jornada do consumidor. Mas o que é importante na hora de construir uma estratégia de Inbound Marketing? Esse modelo tem inúmeras vantagens e antes de implantá-lo é preciso planejar alguns passos.

Inbound Marketing Parte 1: As Etapas do Funil

Muito se tem falado sobre Inbound Marketing nos últimos tempos. A estratégia, que é a queridinha da vez, garante resultados por meio de esforços mais focados. Enquanto as ações tradicionais de marketing podem parecer intrusivas, o Inbound empodera o consumidor e torna a marca disponível para que ele feche negócio no momento em que estiver pronto.