Dicas para Estratégia das Marcas

O que muda nas agências com a IA

Há algum tempo estamos falando sobre o uso da inteligência artificial e como ela pode transformar o modo como as marcas se comunicam com seus públicos e oferecem seus serviços. Alguns movimentos nos últimos dias mostraram que as agências estão se preparando para esse novo momento implementando áreas e sistemas específicos para a análise de dados.

Durante o Festival de Cannes o Grupo Publicis causou polêmica anunciando que cancelaria sua participação em premiações, pelos próximos 12 meses, para concentrar esforços no desenvolvimento do primeiro assistente profissional.

Batizado de Marcel a plataforma deve usar inteligência artificial e machine learning para ajudar 80 mil colaboradores em 130 países. Marcel é um sistema cognitivo que auxilia na cocriação de projetos: busca e analisa dados para gerar insights, levanta ideias relevantes e até encontra os profissionais ideias para trabalhar em projetos. Para conhecer mais sobre o Marcel clique aqui.

No início do mês foi a vez da Ogilvy divulgar uma parceria com o Watson da IBM. A agência já está em operação com o Ogilvy Cognitive Studio que promete usar a inteligência artificial para entregar cases e campanhas diferenciados para as marcas.

O primeiro projeto já fez sucesso e levou três leões em Cannes. No case “A Voz da Arte”, para a Pinacoteca de SP, o público pode conversar com um assistente virtual para responder todas as suas perguntas sobre obras de arte. Para conhecer o case clique aqui.

Sem especificar se contará com a ajuda de algum sistema cognitivo a África divulgou nos últimos dias o lançamento de uma nova área, o Pulse Moment. A ideia é combinar dados de diferentes esferas para sugerir, avaliar e implementar ações de comunicação para as marcas. A agência promete unir pesquisa de tendências, pesquisa mercadológica e análise de dados para chegar em informações mais assertivas sobre o comportamento do consumidor.

Basicamente, este é o mesmo formato que sistemas de inteligência artificial usam: avaliam uma grande quantidade de dados para gerar insights e ajudar na tomada de decisões em diferentes áreas de conhecimento.

Não é à toa que as agências estão reformulando suas áreas e mudando a forma de trabalhar para aproveitar os benefícios dos sistemas cognitivos. A inteligência artificial tem um grande potencial para renovar a forma como trabalhamos. Durante o processo de planejamento e criação a decisão por uma estratégia é sempre uma aposta. E, quanto maior a análise de dados e o entendimento do cenário maior a chance de assertividade. Os sistemas cognitivos trazem a oportunidade de avaliar uma quantidade de dados que seria impossível para os seres humanos. Assim, passa a se levar em conta informações que antes seriam preteridas simplesmente porque não seria viável para a equipe considera-las dentro do prazo que há para trabalhar.

E, se você acha que os prazos são curtos, acredite: eles ficarão menores e as entregas deverão ser mais ágeis e assertivas. Isso porque a inteligência artificial nos ajudará a acelerar a etapa de pesquisa e análise trazendo insights e respostas que darão clareza para a tomada de decisão.

Ainda estamos aprendendo a trabalhar com os sistemas cognitivos. Mas eles já provaram que vão ocupar cada vez mais espaços dentro das agências, liberando os profissionais para se concentrarem em questões que realmente podem fazer a diferença na construção de campanhas e cases vencedores. O futuro em que máquinas e humanos trabalham juntos parece realmente promissor!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Por que as comunidades são importantes para as marcas?

Em fevereiro de 2017, o Facebook lançou um manifesto expressando seu desejo de “fortalecer nosso tecido social e fazer o mundo ficar unido”. Desde então, a plataforma tem redobrado esforços para criar e cultivar comunidades, sugerindo que seus usuários participem de diversos grupos de acordo com seus interesses. A recomendação não se restringe apenas ao ambiente on, mas ganhou a TV aberta com comerciais que trazem exemplos de como as pessoas podem se conectar às outras, com interesses similares, por meio do canal social.

Como definir palavras-chave

Estar nos primeiros resultados do Google é o objetivo de toda marca. O buscador é um verdadeiro portal para o mundo web, onde acontecem, diariamente 3,5 bilhões de buscas. Mas estar nesse seleto grupo só é possível de duas formas: com anúncios pagos (Google Ads) ou com uma boa estratégia de SEO. As duas formas exigem um planejamento de palavras-chave. Também conhecidas como “keywords” elas são a forma como o usuário vai encontrar o site da marca.