Dicas para Estratégia das Marcas

Quando a promoção precisa de autorização da Caixa?

Criar formatos de promoção pode ser uma boa maneira de atrair consumidores para as lojas em tempos em que o varejo tenta manter o ritmo das vendas. Mas, na hora de planejar a promoção é preciso ficar atento, pois alguns formatos exigem autorização da Caixa Econômica Federal.

De forma geral, há dois aspectos que caracterizam a promoção que exige autorização:

  1. SORTE: se o vencedor é definido por sorteio, por exemplo. Isso é muito comum nas promoções dos shoppings em que há sorteio de carros.
  1. DESEMPENHO: se o participante que obtiver o melhor desempenho entre todos for declarado vencedor. Neste caso, por exemplo, são mecânicas que exigem que o participante seja o mais rápido ou o melhor entre os demais, como aquele que respondeu primeiro a pergunta no post da marca ou que respondeu certo o maior número de questões.

É preciso ficar atento, pois sempre que algum desses dois for determinado no planejamento da promoção é preciso considerar o prazo e custo para autorização na CEF (acesse mais informações no próprio site da Caixa: https://goo.gl/cHVI7c)

Mas, há formatos que podem ser feitos para se escapar dessa parte burocrática. Confira quando não é necessária a autorização da CEF:

  1. CONCURSO CULTURAL: esse formato já foi bastante usado há alguns anos, mas desde 2013, com a publicação de uma nova portaria, ficou bem difícil enquadrar a ação nesse formato. Já falamos dele aqui, então aproveite para conferir todas as regras.
  1. SEM PREMIAÇÃO: a princípio pode parecer estranho, mas é possível fazer uma promoção sem premiar nenhum participante. Esse formato não gera uma recompensa monetária e é muito comum nas redes sociais em ações como “indique a sua receita favorita e a melhor será publicada na nossa fan page”.
  1. COMPRE E GANHE: esse formato também não exige autorização e pressupõe que todos os participantes que cumprirem com determinado critério são recompensados. Por exemplo, como o próprio nome já diz, comprar um produto e ganhar outro. Mas, não diz respeito apenas a compra, pode ser aplicado também a outras ações propostas pela marca, como por exemplo a distribuição de brindes para instituições de caridade. A Perdigão fez uma ação nesse formato no último Natal doando um chester para uma família carente para cada chester comprado pelo consumidor: compre um chester = ganhe a doação de outro

Veja aqui a ação da Perdigão: https://goo.gl/x8YX6b

Nessa última modalidade é importante ficar atento a alguns aspectos: divulgar a quantidade de brindes/produtos a serem doador junto da data de validade da promoção. E, caso se encerrem antes da data prevista, divulgar amplamente nos canais da empresa e meios usados na comunicação da promoção.

De forma geral, avaliando-se esses critérios já é possível determinar no planejamento se será necessário considerar verba e prazo para a autorização. Mas, não se esqueça de também ficar atento às regras específicas das redes sociais, quando a promoção for acontecer nesses canais. O facebook, por exemplo, tem normais bem rígidas nesse sentido que, caso não cumpridas, podem resultar na fan page fora do ar. Então, fique atento às regras e use toda a sua criatividade para chegar num formato que ajude a marca a atrair consumidores e alavancar as vendas. Afinal, não podemos esquecer que é esse o objetivo de se criar uma promoção.

 

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