Dicas para Estratégia das Marcas

Um novo ano se aproxima e uma nova enxurrada de tendências em negócios, tecnologia e comunicação aparece. É nessa época que os institutos de pesquisa divulgam o que deve direcionar o mercado no próximo ano.

A verdade é que trata-se apenas de um compilado, pois os olhos e ouvidos mais observadores já identificaram a maioria das tendências apontadas.

Assim como no ano passado, nesse ano trago um resumo do que apareceu com mais força e se repetiu em diferentes relatórios. A análise foi feita com o estudo divulgado pelos seguintes veículos: BecomingHuman (um dos maiores blogs de AI do mundo), Gartner, TrendWatching, Innovation Group (JWT), Pinterest, Accenture, SBVC e Innovation Insider.

Esse ano é importante fazer uma menção honrosa a uma tendência em especial, que não apenas aparece em todos os relatórios, mas realmente tem força para mudar a forma como nos comunicamos, compramos, nos relacionamos… vivemos! A Inteligência Artificial ainda está dando os primeitos passos, especialmente no Brasil, mas tem potencial para revolucionar toda a indústria. Ela aparece da forma mais básica e comercial que conhecemos, como os chatbots, até formatos mais inovadores como harwares com AI embarcada.

A discussão sobre robôs assumindo o emprego de humanos continua. Uma pesquisa da Forrest indica que até 2025 aproximadamente 7% da força de trabalho nos EUA será absorvida pela Inteligência Artificial. Porém, ao invés de simplesmente acabar com postos de trabalho, a AI deve criar novas oportunidades. A pesquisa aponta que o impacto depende do ramo de atuação. Profissionais que trabalham no atendimento ao cliente correm sim o risco de serem substituídos por bots. Porém, novas posições devem ser criadas como cientista de dados.

Além da AI, apresento 4 tendências que apareceram com força nos relatórios:

Automatização: já faz algum tempo que o mercado está caminhando para tecnologias automatizadas que dependam cada vez menos da intervenção humana. Mas, estamos entrando numa nova era, em que a automação assume decisões humanas, facilitando o dia a dia das pessoas. Nessa tendência vale destacar o a-commerce (automated commerce) apontado pelo TrendWatching. O e-commerce automatizado assume várias decisões humanas fazendo a busca, negociação, compra e entrega de produtos. Além de dar conta de compras recorrentes, a automatização também será aplicada na experimentação de novos produtos, sugerindo-os aos consumidores de acordo com o seu histórico de compras.

Companheiros virtuais: a saga do filme Her parecia distante em 2013, mas o relacionamento entre humanos e máquinas torna-se cada vez mais real. Os assistentes virtuais como Siri, Alexa e Cortana passam a ganhar mais atenção que muitos familiares e amigos. Estima-se que em 2020 o cidadão médio vai ter mais conversas com um bot do que com o seu cônjuge. Esses companheiros virtuais desenvolvem sentidos humanos. A voz começa a ser bastante explorada, deixando para trás a Era Touch. Humanos e máquinas passam a se comunicar por voz com uma linguagem cada vez mais natural. Os computadores também passam a entender imagens, abrindo novas oportunidades de interação.

Transparência: o mundo conectado trouxe um ambiente de transparência nunca antes visto. Pessoas que se sentem desrespeitadas encontram no meio digital aquelas que querem compartilhar e reverberar suas histórias. Ninguém está ileso e as marcas aprenderam que a cultura interna faz parte da sua identidade de marca, nada pode ser abafado ou escondido. Ser conivente com atos repudiados pela sociedade, como machismo, racismo ou exploração do trabalho humano, pode ser igualmente prejudicial.

Mas a questão não fica apenas na imagem da marca. De forma mais prática, a compra de produtos também depende de recomendações, amplamente disponíveis no meio digital, o que tem feito com que os consumidores questionem o processo fabril das grandes corporações e privilegiem produtores locais.

Online to offline: já foi o tempo em que acreditávemos que o e-commerce iria acabar com o varejo físico. Hoje, sabemos que há espaço para os dois e que virtual e real podem se complementar na hora da compra. O mundo real ganha força trazendo espaços de experimentação e maior envolvimento do consumidor com as marcas. Depois de muita discussão parece que finalmente ficou claro que o consumidor quer tirar vantagem de ambos.

Quer conhecer as tendências na íntegra? Acesse:

BecomingHuman

Gartner

Trend Watching

Pinterest

Accenture

 

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